quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A difícil arte de dizer adeus

É muito difícil dizer palavras de despedida a quem admiramos e que vai sair da nossa convivência. Devo dizer que está doendo. Realmente, dizer adeus deve ser uma arte. Dizem que o tempo alivia, mas isso não acontece comigo. Eu não me acostumo nem com a morte que é uma despedida para sempre. Como disse o Papa Francisco, quando perguntaram a ele se ele gostaria de morar e dormir no Vaticano, ele disse que por razões psiquiátricas ele precisava de gente. Eu sou mais ou menos um gato procurando afeto. Fico encostadinha num canto e chego até a invejar os cães. Os cães, dizem os outros, são fiéis. E os gatos, traiçoeiros. Que pena que o mundo é assim. Despeço-me dessa pessoa que é a personagem principal do blog, que me deu valor, carinho e muita atenção. Coisas essas que não encontrei na UFMG, nem tampouco na minha convivência com as pessoas. O Freud Cidadão foi o único lugar que me aceitou como sou. Não consigo escrever mais nada.

Maria Helena Junqueira Reis
01 de setembro de 2016



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