quarta-feira, 29 de junho de 2016


Nesses dias parece que o sol não nasceu, parece também que tudo na terra morreu. Não havia uma rosa branca para contar a história, nem um pássaro, muito menos um Deus. Gostaria muito que alguém me contasse o porque. Eu que não sei de nada, e que antes achava que sabia alguma coisa, morri mais um pouco.

Maria Helena Junqueira Reis
29 de junho de 2016



quarta-feira, 8 de junho de 2016

Onde está a minha esperança?

Você aí que me lê eventualmente, pode me dar essa resposta? Será que foram os passarinhos, que eu tanto amava, que levaram embora? Ou será a falta de estrelas no céu? A falta de um amor sincero, leve, simples, não será causa disso? A vida já me castigou bastante. Consegui viver 64 anos e romper obstáculos que considerava intransponíveis. E o amor? Vejo que apesar desse século, nada afetivo, ainda existem pessoas que se amam, homem e mulher. De todos os tamanhos, de todas as idades. Eu não. Pra mim, não sei se por minha culpa, isso não acontece. Vocês não podem aquilatar a dimensão da solidão desta bloguista. Eu sei que a gente pode amar uma rosa, um animalzinho, mas estou sentindo falta de um beijo. O sexo já se foi. Eu compreendo a beleza de um beijo e é desse que eu sinto falta. Um abraço gostoso, um dizer "te amo", e esse beijo. Dizem que sou muito romântica. Então, realmente estou no século errado. Talvez quem já leu a vida de Chopin, entenda o que eu estou falando.
Já sei a resposta: eu fechei os olhos para o mundo.

Maria Helena Junqueira Reis
08 de junho de 2016




quinta-feira, 2 de junho de 2016

A formiga e seus problemas existenciais

Hoje em dia todo mundo tem problema psíquico, psicanalítico, mas ninguém está percebendo que nós temos problemas existenciais. Por isso, vou chamar ao texto a minha amiga formiga, Chiquinha, pra ela dizer como são tristes os problemas existenciais. Chiquinha dá onde você veio? Para onde você está indo? Quem te criou? Ou melhor, da onde você surgiu? Por acaso, a explicação de Darwin, não combina com você, porque você não tem nada a ver com macaco. Fico horrorizada, Chiquinha, como vocês comem corpos mortos no cemitério. Será essa a sua missão? E ela diz: não. O meu problema é achar açúcar. Somos persistentes. Se um nos mata, ou pisa em cima de um formigueiro, rapidamente construimos outro. Aí, Chiquinha chora e diz: Meu Deus! É só isso que eu fico fazendo nesse planeta? Eu não sou especialista nessa questão, mas eu gostaria de falar uma coisa para Chiquinha hoje a noite: Chiquinha, não pense, porque senão se você ficar se afundando em problemas existenciais vão te tacar Aldol, assim como fazem com essa bloguista! Nunca vá espiar o que existe nesse campo psicológico. Você, meu bem, é que não sabe da minha admiração por vocês. Quando eu era pequenina, eu pegava uma caxinha de fósforo vazia, punha dois palitinhos do lado, catava formiguinha morta, colocava na caixinha e enterrava com cruzinha. Agora, as grandonas que me desculpem, com elas eu não quero é nada! E assim, vejo que até uma simples formiga luta para enfrentar a vida que não é feita só de CIDs, mas principalmente de problemas existenciais.

Maria Helena Junqueira Reis
02 de junho de 2016