segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

DEUS SEMPRE NÓS SURPREENDE 

  Essa frase não é minha, é do Papa Francisco. Tenho por vivência própria certeza disso. Houve uma época em minha vida na qual não entendia como sobreviver. Foi ai que encontrei o Doutor Henri Kaufmananner. Ele cansou de me dizer que  ele nem eu tínhamos bola de cristal para adivinhar o futuro.Não sei até hoje a razão disso mas ele tinha certeza absoluta que haveria uma luz brilhando no final da minha vida. O Henri é Judeu, não é muito chegado a crenças, talvez por que ele tenha certeza de seu  trabalho. Além disso, nooossa senhoraaa...! o que o homem estuda não está escrito em gibi nenhum. É só entrar em seu pequeno consultório para  esbarrar com Freud, Lacan, Jacques Alain Miller. Ele não sabe como eu acredito em Deus. Acho que Henri parou dentro da minha vida por obra divina. Eu já havia gasto uma fortuna em todos os psiquiatras, psicólogos, mas nunca em Analistas, eu confesso eu tinha medo do Freud. Olha a cara dele! Eu pensei esse dai vai entrar fundo, e foi que aconteceu. Mas uma coisa te digo companheiro eu já não aguento mais ver o seminários de Lacan 
, todo lado que eu vou tem seminário de Lacan. Nem tudo é absolutamente perfeito e eu devo me contentar com o papel de paciente até o dia que Deus for servido, e eu estou torcendo para esse dia não chegar tão cedo.
   
  Maria Helena Junqueira Reis 
12 de Dezembro de 2016 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Meu pai, além de tudo que já falei no blog dizia sempre: "DEUS É O SENHOR DA HISTORIA NINGUÉM MAIS". Estou me lembrando disso por que ontem anoite eu vi o Donald Trump colocando o milionário do petróleo no governo  dele, o maior amigo deste homem se chama Wladimir Putim. Não passou nem cinco minutos dessa reportagem eu já estava pensando em guerra nuclear. Meu pai amava Deus de tal forma que tornava iníquo o perigo. Por que ele sabia que Deus estaria presente como está.Meu pai falava alemão fluentemente fruto do seu alto didatismo , eu não sei escrever a frase em alemão mas em português é uma frase que guardo comigo com muito orgulho: "DEUS SEJA LOUVADO" "Gott sei Gelobt". E morreu falando isso.

Maria Helena Junqueira Reis 
14 de dezembro de 2016
O PULO DO GATO

Faço analise ha vinte e três anos, com o Doutor e Mestre Henri Kaufmanner. Esse me tirou do buraco através de uma aposta que fizemos no começo desses anos , trabalho duro mas por demais interessante.
Foi ele que suportou  todas as minha indagações, minhas tristezas e a minhas frustrações e etc... Foi ele que também me mostrou o quanto somos sós, independentemente de termos família ,filhos, cachorro eu não gostava disso quando ele me colocava em situação de solidão.
Eu poderia fazer escola Brasileira de psicanálise mas não é a minha praia  deixo para quem quiser o titulo de analista, acho complicado demais, agora fui percebendo aos pouco que remédio pode dar um pequeno auxilo e as palavras do analista também, mas o pulo do gato somos nós pacientes que devemos dar e não ficar esperando que o analista faça isso pela gente, ledo engano, aqueles que não estão dispostos a dar o tal do pulo vão ficar eternamente esperando um milagre divino ao invés de criar uma saída.

Maria Helena Junqueira Reis 
14 de dezembro de 2016 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

OS PÁSSAROS QUE NÃO CANTAM  

Meu pai que nasceu no arraial de Ouro Branco, me contou uma vez que havia um passarinho que não cantava preso na gaiola. Ele queria liberdade para cantar, então meu pai ainda criança  se especializou em abrir gaiolas desses passarinhos. O nome do pássaro  era gaturamo. Até no final da vida de meu pai ,eu o  chamava de gaturamo e ele me chamava  de pomba rola. Que saudades!  A espécie desse pássaro acabou, está extinta. Mas meu pai me deixou as pombas rola. E de repente aparecem perto de mim, como se Jesus soubesse da minha dor. As vezes eu vejo revoadas de pomba rola. Eu encaro isso como um presente que meu pai me dá, independentemente do lugar  onde ele estar.
 
  Maria Helena Junqueira Reis
07 de dezembro de 2016

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Ai de nós criaturas humanas, que muitas das vezes pensamos que somos super heróis.
Tudo é finitude envolvida em um grande mistério. São tantos os problemas existenciais, que de repente dá vontade de pular do bonde.
A morte é certa. A vida está aí. A alegria, nem tanto...



24 de novembro de 2016
Maria Helena Junqueira Reis

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

AS ESTRELAS 

Desde pequena meu pai me ensinou a beleza do cosmos.Colocava em noites de lua escondida todas as constelações estrelas e planetas. Com o passar do tempo eu fui me aprofundando nisso e comecei a ler coisas de astrônomos e astrofísicos, a beleza da vida destes homens é uma coisa  fantástica.
Já pensei também que DEUS cochicha no ouvido de gente pura esse tipo de conhecimento.
A vida nos ensina a cada dia o quanto DEUS nos ama. Anoite a maravilha cósmica e durante o dia vem os raios de sol que é a nossa estrela maior estrela de quinta grandeza que aquece o planeta faz com que os raios acordem os pássaros põem os verdes nas plantas e o azul do céu. Meu pai foi engenheiro montou o laboratório de astronomia lá na serra da piedade e até hoje cinco anos depois da morte dele eu olho para o cosmo escolho um planeta e sinto que ele está me olhando.
Como diz o epitáfio de astrônomos anônimos encontrados no século XVl, e que trago para mim no fundo do meu coração e que quero lançar aqui para vocês que eventualmente me lerem, quem ama estrelas na vida não tem medo da escuridão da noite.

Maria Helena Junqueira Reis 
31 de outubro de 2016 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

LEMBRANÇAS

                                                             LEMBRANÇAS 

 Era uma segunda feira como as outras, e eu cansada, como muitos problemas, resolvi sair e resolvi pendências brinquei também com meu sobrinho João. Fiquei sete horas na rua, deixando para trás, minha mãe e meu pai já muito idosos. 
O horário de Verão me era favorável, mas não para meu pai e minha mãe.
Senti no tempo passado fora saudades deles, do meu cantinho e de tudo mais que nos altos consta. 
Meu pai em uma cadeira de rodas a vários meses, se locomovendo com ajuda de pessoas dentro de um apartamento minimo. 
Senti-me mal e fui para o prédio onde moramos há 20 tantos anos.
Sinto já quando entro na lojas bancos ,um sentimento de orfandade. Isso é  indescritível e muito triste.Quando cheguei em casa, ou melhor no prédio, lá estava ele na cadeira de rodas no hall de entrada.
Quantas vezes na vida terei ele ... Ele não me xingou parecia apenas um pouco aflito pensando nas coisas que por ventura tivessem lhe acontecido.
Ah meu pai!!. A grande estrela da minha vida, estava ali a minha espera, e não foi uma vez só. 
Sempre cheio de carinho e perdão. 


                                                                                                                 

                                                     Maria Helena Junqueira Reis                                                       
  29 de janeiro 2007


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A difícil arte de dizer adeus

É muito difícil dizer palavras de despedida a quem admiramos e que vai sair da nossa convivência. Devo dizer que está doendo. Realmente, dizer adeus deve ser uma arte. Dizem que o tempo alivia, mas isso não acontece comigo. Eu não me acostumo nem com a morte que é uma despedida para sempre. Como disse o Papa Francisco, quando perguntaram a ele se ele gostaria de morar e dormir no Vaticano, ele disse que por razões psiquiátricas ele precisava de gente. Eu sou mais ou menos um gato procurando afeto. Fico encostadinha num canto e chego até a invejar os cães. Os cães, dizem os outros, são fiéis. E os gatos, traiçoeiros. Que pena que o mundo é assim. Despeço-me dessa pessoa que é a personagem principal do blog, que me deu valor, carinho e muita atenção. Coisas essas que não encontrei na UFMG, nem tampouco na minha convivência com as pessoas. O Freud Cidadão foi o único lugar que me aceitou como sou. Não consigo escrever mais nada.

Maria Helena Junqueira Reis
01 de setembro de 2016



segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A DOR DA PERDA

Quem escreve esse texto está diante da perda da mãe. Ela ainda respira, mas eu sei que ela vai embora. Perdi meu pai há quatro anos, e pensava que eu não resistiria mais. Engraçado a dor da perda da mãe se tornou muito maior. Eu adorava meu pai, mas mãe, mãezona, parece que é muito pior. Eu sei que não há ser humano no planeta que não tenha perdido entes queridos e não sei como essa dor parece ser só minha. Eu sei que ela me deu tudo, mesmo com suas "possíveis" falhas. Eu amo a minha mãe. É difícil pra mim escrever sobre isso. Dá vontade de esquecer tudo, de entrar num sono profundo, dá vontade de pegar todos os médicos para me dizerem que ela não vai morrer. E eu, finalmente, ficarei só. Desculpem-me por não aceitar a vontade Divina, afinal de contas é Deus o Senhor de tudo, inclusive da vida e da morte. Eu acho que eu tenho um erro muito grave: não aceitar o fim de nada. Meu coração é que o diga, quantas vezes deixei de amar com medo do fim. Mas quem sou eu? Eu sou um pedacinho de poeira cósmica tentando mudar o rumo de Deus, o rumo da vida. Maria Helena, será que você se esqueceu da eternidade, que um dia você verá seu pai e sua mãe de novo? Então, minha filha, escreva sobre a vida, deixe o amanhecer do dia continuar belo, deixe as flores e os passarinhos te acordarem alegres e toca o barco!

Maria Helena Junqueira Reis
01 de agosto de 2016


quarta-feira, 29 de junho de 2016


Nesses dias parece que o sol não nasceu, parece também que tudo na terra morreu. Não havia uma rosa branca para contar a história, nem um pássaro, muito menos um Deus. Gostaria muito que alguém me contasse o porque. Eu que não sei de nada, e que antes achava que sabia alguma coisa, morri mais um pouco.

Maria Helena Junqueira Reis
29 de junho de 2016



quarta-feira, 8 de junho de 2016

Onde está a minha esperança?

Você aí que me lê eventualmente, pode me dar essa resposta? Será que foram os passarinhos, que eu tanto amava, que levaram embora? Ou será a falta de estrelas no céu? A falta de um amor sincero, leve, simples, não será causa disso? A vida já me castigou bastante. Consegui viver 64 anos e romper obstáculos que considerava intransponíveis. E o amor? Vejo que apesar desse século, nada afetivo, ainda existem pessoas que se amam, homem e mulher. De todos os tamanhos, de todas as idades. Eu não. Pra mim, não sei se por minha culpa, isso não acontece. Vocês não podem aquilatar a dimensão da solidão desta bloguista. Eu sei que a gente pode amar uma rosa, um animalzinho, mas estou sentindo falta de um beijo. O sexo já se foi. Eu compreendo a beleza de um beijo e é desse que eu sinto falta. Um abraço gostoso, um dizer "te amo", e esse beijo. Dizem que sou muito romântica. Então, realmente estou no século errado. Talvez quem já leu a vida de Chopin, entenda o que eu estou falando.
Já sei a resposta: eu fechei os olhos para o mundo.

Maria Helena Junqueira Reis
08 de junho de 2016




quinta-feira, 2 de junho de 2016

A formiga e seus problemas existenciais

Hoje em dia todo mundo tem problema psíquico, psicanalítico, mas ninguém está percebendo que nós temos problemas existenciais. Por isso, vou chamar ao texto a minha amiga formiga, Chiquinha, pra ela dizer como são tristes os problemas existenciais. Chiquinha dá onde você veio? Para onde você está indo? Quem te criou? Ou melhor, da onde você surgiu? Por acaso, a explicação de Darwin, não combina com você, porque você não tem nada a ver com macaco. Fico horrorizada, Chiquinha, como vocês comem corpos mortos no cemitério. Será essa a sua missão? E ela diz: não. O meu problema é achar açúcar. Somos persistentes. Se um nos mata, ou pisa em cima de um formigueiro, rapidamente construimos outro. Aí, Chiquinha chora e diz: Meu Deus! É só isso que eu fico fazendo nesse planeta? Eu não sou especialista nessa questão, mas eu gostaria de falar uma coisa para Chiquinha hoje a noite: Chiquinha, não pense, porque senão se você ficar se afundando em problemas existenciais vão te tacar Aldol, assim como fazem com essa bloguista! Nunca vá espiar o que existe nesse campo psicológico. Você, meu bem, é que não sabe da minha admiração por vocês. Quando eu era pequenina, eu pegava uma caxinha de fósforo vazia, punha dois palitinhos do lado, catava formiguinha morta, colocava na caixinha e enterrava com cruzinha. Agora, as grandonas que me desculpem, com elas eu não quero é nada! E assim, vejo que até uma simples formiga luta para enfrentar a vida que não é feita só de CIDs, mas principalmente de problemas existenciais.

Maria Helena Junqueira Reis
02 de junho de 2016


sexta-feira, 27 de maio de 2016

O infinito e a infinitude

Infelizmente, não vou tratar aqui do infinito cosmológico que é também bastante interessante. Talvez, mais interessante ainda daquilo que eu vou falar.
Se alguém te disser que o amor verdadeiro e puro for finito, desconfie disso. O amor, dentro destas características, é infinito. A bloguista fala isso pela própria vivência. Vive e viveu o amor puro, verdadeiro e infinito. Aliás, Charles Chaplin tinha toda razão, dizia ele: "O amor é a única sensação frustrante quando vamos caracterizá-lo em palavras, porque não existem palavras para expressar tudo aquilo que ele significa".
Tenho pena de quem nunca amou assim. São tantas músicas, tantos versos, tanta coisa que já foi dita na história Universal que eu gostaria de colocar aqui, mas não vou. Eu acho que Deus escreve no céu, no meio das estrelas, os nomes daqueles que são privilegiados neste tipo de amor e não se trata de doença, de transtorno bipolar afetivo, nem qualquer doença que a Escola Brasileira de Psicanálise tente encontrar um CID. Esse tipo de amor não se compra, não se vende, não é de ninguém além do par. Não digo que ele não deva ser lapidado como um diamante rosa. Mas, isso só compete aos interessados, que são os titulares do sentimento. Ninguém mais. 
Encontrei, graças ao bom Deus, o privilégio de ver a luz de novo, de encontrar a luz de novo que encontrava-se amorfa. Cheia de dúvidas, cheia de coisas que fizeram ela se tornar fraquinha, mas num milésimo de segundo, olho no olho, o fogo, a chama do coração se acendeu. Não digo que sejam necessários filhos, não. Aliás, somos da geração dos Beatles e por aí, qualquer um que ler este texto vai se lembrar do que que era o amor naquela época. Agora, hoje em dia, o amor caiu de moda. Azar de quem ficou pra trás, azar de quem não entendeu nada, porque nós estamos, mais do que nunca, felizes. E assim, com Deus nos abençoando, ficaremos muito mais.

Maria Helena Junqueira Reis
27 de maio de 2016


terça-feira, 17 de maio de 2016

Um único pensamento

Dilma Roussef não foi mais do que um bode expiatório da corrupção que invade o mundo inteiro.

Maria Helena Junqueira Reis
17/05/2016



terça-feira, 10 de maio de 2016

Assim caminham os psicanalistas

Todas as vezes que penso nisso imagino um penico. O psicanalista recebe o paciente que vomita tudo no penico dele e vai enchendo o negócio. Por sua vez, o psicanalista procura o psicanalista dele para encher o peniquinho do outro. Alguns muitos famosos tem que fazer isso na França, porque lá tem um tal de Jacques Alain Miller. Eita nós! Haja penico! Acontece que com a crise financeira e política do Brasil atual, os consultórios estão abarrotados de gente surtando. Só as pessoas que descobrem antes que o pulo do gato são elas mesmas que tem que dar, aí elas não vão mais vomitar no peniquinho. Por isso é que a minha secretária adjunta até cortou o cabelo, para não ficar com a cabeça quente. Por isso, senhores e senhoras, nada mais tenho a dizer senão: assim caminha a humanidade. Frase ditada frequentemente pela auxiliar lá de casa. Sábia mulher.

Maria Helena Junqueira Reis
10 de maio de 2016




quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Obstetra

Parece que o Brasil está precisando rapidamente de um excelente obstetra para dar a luz à democracia brasileira. Não se trata de um parto normal. É um parto com fórceps. Haja Deus pra aguentar a novelinha do Planalto. Sem querer fiquei sabendo hoje que a Presidente tem 180 dias para fazer sei lá o que.Os divãs dos psicanalistas estão lotados. Quem não tem dinheiro para pagar psicanalista vai pra algum hospício pobre. Graças a Deus que eu tenho outras referências que me acalmam como   Polonese Heróica de Chopin. 
A minha grande tristeza é não saber voar com azinhas minhas, porque o mundo inteiro está subornado e, se eu fosse pássaro, eu estaria longe.

Maria Helena Junqueira Reis
 05 de maio de 2016



quinta-feira, 28 de abril de 2016

A bloguista se casou

Anteontem a dona desse blog, se casou. Está felicíssima e como dizia a Rita Lee: fazemos amor por telepatia. É um segredo de Estado. Quem quiser descobrir com quem que a bloguista se casou, façam as suas apostas!

Maria Helena Junqueira Reis
28 de abril de 2016



quarta-feira, 27 de abril de 2016

A miséria humana

Nosso Criador deve estar muito decepcionado com a raça humana. Ele dá tudo de graça e mil chances. Nós não entendemos nada porque entregamos a alma pro demônio. Eu também, mesmo sabendo que sou um grão de areia no cosmos, estou exausta de ter que conviver com essa humanidade chula. Meu Deus tenha compaixão e misericórdia de mim, me leva embora! Porque eu estou sobrando neste mundo.

Maria Helena Junqueira Reis
27 de abril de 2016


segunda-feira, 25 de abril de 2016

O PLANETA X

O PLANETA X

 Os astrônomos de hoje estão procurando o Planeta X para frente de Plutão. Data máxima vênia, eles podem procurar no Planeta X2EHJ8 que não vão achar é nada. O homem acha que pode tudo até descobrir um lugar para a humanidade sobreviver. Ledo engano ! 
Mesmo que exista milhões de alienígenas, eles não são loucos de vir a esse mundo. Como diria o astro físico, Cal Sagan, na sua última entrevista para a Veja, antes de morrer, ele disse: "Se eles se aproximassem desse Planeta Terra, vendo tanta bomba, guerra, desmatamento, eles sairiam correndo."
O problema nosso é nosso, porque criamos mil problemas, eu tenho pena é das crianças que vão herdar o Planeta como nos o deixamos.
Não quero falar mais, nem escrever.

terça-feira, 19 de abril de 2016

                                       
                                                       O SENHOR DA HISTÓRIA
  
Meu pai já falecido cansou de me falar isso: "Deus é o Senhor da História".
Aprendi com meu pai a ver a veracidade disso.
Ninguém sabe de nada, não temos garantias, não temos certezas de coisa alguma de nossa vida.
Eu já diria até mais: Deus é o Senhor do Cosmos.
Não é Ele que precisa de nós, nós é que precisamos Dele.
Além disso, o tempo de Deus é outro.
Se a nossa vida nos parece longa, para Deus é um milésimo de segundo diante da eternidade.
As razões pelas quais sofremos ou como dizem alguns, o nosso destino, só saberemos depois que morrermos.
O resto é especulação.
Tenho rezado muito para que Deus nos proteja.
É só o que eu consigo fazer.


                                                                          Maria Helena Junqueira Reis
                                                                                   19 de abril de 2016


                                                                                            
                                                                    


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Qual é o seu preço?

Pelo andar da carruagem podemos sentir que, nesse mundo, todo mundo tem seu preço. Eu tenho um grave defeito: eu não tenho preço. A vida que Deus me deu não se resume a bens materiais, contas no exterior, nada disso. Não preciso de muito para ser feliz. De dia contemplo o céu azul, a natureza, as pessoas que estão ao meu redor e principalmente os pássaros. Os pássaros me ensinam que quando a situação não é muito bem favorável a eles, eles voam quilômetros e quilômetros em busca de um lugar melhor. 
Sinto-me numa bifurcação, desculpem-me por dizer isso. De um lado, aquele monte de gente, e eu, sozinha, subindo a outra estrada. A única coisa que eu quero nesse mundo é a PAZ. Sem muita lenga, lenga. Hoje não me interessa quem vai ser isso, ou aquilo, quem vai ser preso ou não vai. Tô fora! Quem gosta de procurar coisa ruim acaba achando, já dizia o meu avô. Espero um dia encontrar no céu meu pai, que tanto me ensinou ética, valores e a não mentir em troca de nada. Detesto política e não quero conhecer o Planalto Central. Vamos aguardar, para quem quiser ver, o fim dessa história.

Maria Helena Junqueira Reis
Abr/2016


quinta-feira, 7 de abril de 2016


                                                                Oração


Cheguei aos 63 anos, por sua obra.
Fiz e tenho feito com o Senhor, uma parceria belíssima.
O resto virou balela.
Amo-te de todo o coração, e já te entreguei há muito tempo,o Senhor sabe, todo o meu coração, meu corpo e a minha mente.
Espero que eu nunca vá sentir que a minha vida foi em vão, porque o Senhor me deu muitos talentos e por sua graça, eu nunca os enterrei.
Amém.

                                                                                     Maria Helena Junqueira Reis

                                                                                                  Abril de 2016
                                                                                                                             











quarta-feira, 30 de março de 2016

Nem só de internet vive o homem

Quando postei nesse blog "A partícula de Deus" em 2013, se referindo aos ganhadores do Prêmio Nobel de Física, disse que nem televisão eles tinham em casa. Contudo, depois de 50 anos de pesquisa descobriram, através de experimentos, a partícula de Deus. Hoje tudo gira em torno da internet, como se ela ensinasse até altas filosofias. Já escutei diversas vezes as pessoas dizendo: vai no Google. Bill Gates escreveu o seguinte: meus filhos no futuro terão diversos computadores, mas por enquanto eles estão lendo livros. Se não fosse assim, segundo Bill Gates, quando adultos eles não teriam condições nem de escrever sua própria história. Quem não fica encantado, por exemplo, com a polonesie heróica de Chopin? E, como ele, diversos artistas clássicos? Porém, o povo de hoje prefere tudo na boquinha da garrafa. Bom, eu acho que eu com os meus 63 anos estou sobrando. Só não vou pra Marte porque prefiro Saturno com seus anéis e vivo num quartinho pequeno que é o meu mundo sem interferência de nada, inclusive mantendo a minha privacidade. Hoje tudo se resume a Big Brother. Eu não aguento mais. Em virtude disso, dou por encerrado esse artigo, muito satisfeita com o meu posicionamento.

Maria Helena Junqueira Reis
Março/2016


terça-feira, 22 de março de 2016

O Dia Internacional da Poesia

Dia 21 de março foi o Dia Internacional da Poesia. Qual a é a motivação dos poetas? Eles existem para colorir ou colocar um meio termo dentro desta dicotomia maluca, ou seja, o bem e o mal.
O poeta verdadeiro não quer nem aplausos. Só quer deixar o seu recado para quem quer que seja. 
Já ouvi, também, que ler poesia dá sono. Que pena...
Os sonetos de Camões, por exemplo, são maravilhosos, e doces como favo de mel. Fernando Pessoa, Castro Alves, Olavo Bilac, e outros que eu não estou lembrando o nome, mas que atravessam séculos. 
Num país que poucos leem isso é péssimo. 
Traçando um paralelo será que Jesus foi um poeta? Ele falava através de parábolas e o evangelho é o livro mais vendido no mundo. 
Só me resta dizer: salve a poesia e os poetas.

Obs.: A semana da arte moderna em 1922 quebrou a rima e os poemas tornarem-se livres. Nem por isso menos belos.

Maria Helena Junqueira Reis
Março de 2016



quarta-feira, 16 de março de 2016

O céu ainda é azul

Por mais difícil que esteja a situação política e econômica do País, devemos nos lembrar sempre que o céu ainda é azul. Deus não desiste de nós. Cada dia os raios de sol nos acolhem, as árvores estão verdes, flores de infinita qualidade e os pássaros cantando em revoada na alturas. Eu sei que existem os miseráveis, mas eles estão sempre prontos para recomeçar. Por exemplo: a tragédia em Mariana. Eles tentam reconstruir a sua história através da fé. Acharam até santos perdidos no lamaçal, e isso se torna para eles uma fonte inesgotável de esperança. Vamos nos deixar levar pelos ventos da esperança porque sem isto estamos nos comportando piores do que formigas. Elas veem o formigueiro arrasado, mas não desistem nunca. Vão levando suas vidas com a maior lucidez, e com a sua força. Toda a força que Deus deu a elas, independentemente de serem mortas pelos pés dos humanos.




Maria Helena Junqueira Reis
Março de 2016

segunda-feira, 7 de março de 2016

TOMBOS

Acordei feliz. Pelo dia de ontem e de tudo o que eu observei nele concluí que eu não tenho problemas.
Afinal de contas tenho duas pernas, dois pés que me levam para onde eu quiser.
Uma cabeça de sobrevivente de hospício que ainda funciona.
Mas, resolvi ligar para o banco. Liguei trinta vezes. Bancário é um negócio... A gente põe o dinheirin e depois fica esperando calmamente, a hora que o bancário quiser atender o telefone. Eu nunca dei um cheque sem fundo. Não tenho cartão de crédito. Não devo à ninguém. 
Devo ao Freud minhas alegrias, minhas cumplicidades, meu sorriso, as minhas piadas e porque não dizer as minhas palhaçadas. De repente, comecei a ficar nervosa com a bancária e não sendo mesmo jeito de me portar, xinguei a bancária. Graças a Deus que não eram quatro horas da tarde. Senão teria dado o meu primeiro cheque sem fundo. Deus me livre de cair em cheque especial. Resolvidos esses entretantos fui para as artes de granulados dourados. Agora estou do lado da minha secretária adjunta que não é burra e fiquei feliz de novo.

Maria Helena Junqueira
07 de março de 2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

                                                   
                                      
Dei tudo de mim. Como diria Drumnod "até chegar ao sabugo da alma".
E agora?
Não me sobrou nada.
Estou esperando Jesus voltar do lado esquerdo da minha janela.
Vi em sonho a Santa Maria entre estrelas. Chamei minha irmã para vê-la, De repente ouvi um piano tocar bonito era o José que já morreu. Grande amigo...Geny sua esposa e Wane, minha amiga de infância, também estavam naquele momento. Acordei como se tivesse abençoada com aquele sonho.
Não houve feedback. Ninguém, mas também o que importa.
O sonho não era meu?

               
                                                                                      Maria Helena Junqueira Reis
                                                                                               Fevereiro de 2015

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

LEMBRANÇAS

Eu choro no meu cantinho bem baixinho, para ninguém me descobrir.
Eu choro no meu cantinho porque não quero incomodar.
Eu choro com as rosas brancas que quero que coloquem sobre o meu corpo quando eu morrer.
Apodreceremos juntas com a terra que vai me comer. Quem sabe, se isso já não está acontecendo agora? 
Já não tenho vida, 
Já não tenho luz,
Já não tenho nada.
O meu amigo está indo embora. Meu maior desejo é ir com ele. Onde estão meu Deus, minhas rosas brancas? Murcharam sem me dizer porque. Murcharam sem me esperar. 
Que farei no mundo, sem meu pai e as minhas rosas?

Maria Helena Junqueira Reis - Fevereiro de 2016



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A fada pequena está comigo a vida inteira. Ela não vai embora. Eu não sabia que fadas fazem aniversário. Engano meu. Tem festa com bolo e tudo. Tem gelatina nas forminhas, brigadeiros e balões. Além disso, elas tem uma varinha de condão. Acabam as bruxas, despertam princesas, transformam abóboras em carruagens.
Quando eu fui crescendo foram me dizendo que fadas não existem. 
Isso é mentira, o universo está cheio delas.



sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O beijo que eu não te dei


                                              O beijo que eu não te dei


   Surpreendidos por alguém numa manhã clara de verão, deixamos de nos beijar.
   Parece um ato fortuito sem qualquer importância, mas mudou os rumos de nossas vidas.
   Hoje, com os devidos pseudônimos, posso contar. Ele Antônio e eu Maria. Lindos, lindos e jovens. Os olhos faiscavam e a vida beberrava nossa paixão instantânea, mas com o abrir da porta tudo cessou.
   Devo considerar que ele trabalhava com cadáveres e eu, sozinha no meu mundo rousseauniano.
   O que sobrou para mim foi o suficiente, mas a outra colecionou carros, mansões, euros e coisas do gênero.
   Parece mais feliz, mas eu não sei onde aperta o calo e nem se a grama dela é mais verdinha. O fato é que casei errado, busquei quarenta dois anos um verdadeiro amor, um amor que tonteia mais do que cachaça.
   Ficar também naquela fase sucessiva de fosse ou não fosse não da carreira certa.
    O melhor é esquecer o triste fim do Antônio e da Maria.


                                                           Maria Helena Junqueira
                                                                 Janeiro de 2016