quinta-feira, 16 de abril de 2015

As borboletas amarelas

Que saudades da minha avó. Foi ela que me ensinou que vovó usa grampinho e vovô usa chapéu. Depois do almoço, ela falava comigo: "minha filhinha, vamos esquentar no sol?". Aí nós ficávamos sentadinhas na varanda diante do jardim de rosas que ela cultivava. Quando aparecia borboletas amarelas sem nenhuma cor diferente, nenhum detalhe nas asas ela falava: "estas borboletas não são boas para o meu jardim. " Ela nunca me respondeu porque. O que ela falava para mim era uma lei.
Até hoje eu me lembro disso e dela. Ela fazia arroz, feijão, um pedaço de carne de porco tirado da lata de banha que ficava na geladeira, e muita batata frita. 
Ó minha avó, que agora está no céu. Olhe para mim, jamais esquecerei de você nem tampouco das borboletas amarelas.
Saiba de uma coisa: sempre te amei e jamais deixarei de te amar.
Maria Helena Junqueira Reis
Abril/2015

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