Às vezes não temos palavras para descrever o nosso vazio, ou mesmo o nosso nada.
Melhor não pensar sobre isso, antes que a vida nos engula.
Muitas pessoas têm esperança no futuro, eu não. Pelo contrário, tenho medo.
Os belos tempos já se foram, talvez porque eu era uma criança e só me importava com bonecas e bolas de gude, nada mais.
Nós que temos sofrimento mental precisamos de ajuda.
Isso tudo implica também em ter dinheiro para tratar. Caso contrário ficaremos como os indigentes loucos, os loucos encarcerados nas prisões e os loucos dos manicômios judiciários.
Os resultados destes tratamentos são fantásticos...
Tenho dezenove anos de análise e o sofrimento mental volta.
Quem são os culpados? Ninguém. Como ouvi uma vez de um profissional: "você pode ter sofrido horrores, mas o mundo não tem nada haver com isto".
Perdi a esperança, perdi meu pai, mas alguém também me falou: "A dor de um filho o pai escuta a longa distância".
Maria Helena Junqueira Reis
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